Aqui não é suficiente misturar vários estilos musicais. Tem também que misturar diversas culturas na mesma música! Esse é o espírito Invasões Bárbaras!

Blues e Percussão senegalesa?

Kara Sylla Ka é de origem Fula, um povo de cultura predominantemente nômade do Sahel, uma faixa de terra logo abaixo do Deserto do Saara.

Seguindo seus ancestrais, o artista nasceu no Senegal, mas logo se mudou para a parte francesa da Suíça onde apresenta uma música contemporânea, com muitos elementos da cultura fula, especialmente a percussão. Ele faz um tremendo sucesso aqui na região de Genebra e é bastante admirado com seus flertes com o Blues e o Jazz, especialmente por conta do Festival de Jazz de Montreux.

Como se não bastasse, ele também apresenta as danças típicas da cultura fula e outras danças africanas. Quer dizer, além de compositor e multiinstrumentista, Sylla Ka ainda dá aulas de dança! O Kara sabe se virar!

Isso tudo para não perder o contato próximo com a cultura africana, mesmo estando tão longe. O clipe da música “Mariama”, gravado em sua terra natal, mostra bastante do cenário e da musicalidade do Senegal. Vale dar uma olhada!

Mariama, o que você fez para o rapaz?

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Crédito: Scott Heavey/Getty Images

Shakira já era uma figurinha fácil em eventos FIFA antes mesmo de virar namorada de um jogador de futebol. Gravou o tema da última Copa e se apresentou em eventos oficiais em mais de uma oportunidade. Este ano, além de prestigiar Piqué (escolhido um dos zagueiros da seleção FIFA), ela ainda subiu ao palco acompanhada de Joseph Blatter para entregar o prêmio de melhor jogadora de 2011.

Crédito: Scott Heavey/Getty Images

Mas este post não é sobre a cantora colombiana. É sobre uma suíça.

Tanja Bachmann é a vocalista da banda TinkaBelle. Responsável pela abertura musical do evento, o grupo apresentou seu hit mais famoso, “The Man I Need”. O toque country no som da banda cria uma comparação (não recusada) de Tanja como uma versão suíça de Sheryl Crow. Deixo as comparações para o amigo leitor.

Apesar do Ballon D’Or FIFA acontecer em Zurique, é raro e mesmo digno de nota que a entidade máxima do futebol tenha convidado um grupo musical do seu país-sede para se apresentar. O TinkaBelle tem dois discos lançados – o EP The Man I Need (2010) e o álbum Highway (2011) – e foi a primeira banda suíça a fechar contrato com a Warner Music da Europa Central, além de já ter gravado com o cantor Seal.

Quando (e se) encontrarmos um vídeo da apresentação, postaremos aqui. Por hora, vamos com a versão de estúdio mesmo:

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O Invasões Bárbaras deseja a todos Boas Festas e um fim do mundo (vulgo 2012) com muita música, diversidade e diversão cultural!

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Não tenho certeza sobre o que é mais engraçado. Se é a dublagem portuguesa parecer feita pela equipe do Bruno Aleixo…

… ou se é o tema de abertura vir com o recurso “eco analógico”…

Complicado escolher…

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Depois de toda a comoção, interesse e recorde de acessos proporcionados pelo texto sobre reggae russo postado na semana passada, dou continuidade ao assunto. Apresentei a banda Jah Division (Джа Дивижн) e, atendendo a pedidos, vou mostrar o trabalho de um grupo mais novo, para mostrar que o reggae não morreu na Rússia.

Alai Oli (Алай Оли) é uma banda de Ecaterimburgo (19 dias a pé de São Petersburgo), criada em 2004, com três álbuns lançados e relativo sucesso desde então.

Gostei muito desse clipe, um reggae ska meio hippie, que, ao contrário dos vídeos da semana passada, tem muitos dreads loiros. Sei  bem que a ausência de dreads loiros deixou algumas pessoas meio decepcionadas no post da última sexta.

Ficamos com o clipe de Снег и Пепел, que significa Neve e cinzas e fala de amor, um tema muito popular também na música russa.

Abaixo também deixo uma humilde análise da obra do Alai Oli.

00:18 – Reparem nessas sobrancelhas! Um primor…

00:44 – Like a boss!  Saindo de casa Vestida de Baiana!

00:51 – Ela é muito rápida! Trocou o loiro hippie pelo skatista em 5 segundos.

01:03 – Esse cara merecia um prêmio por essa atuação, na moral. Olhem pra essa cara.

01:13 – Olha a mina catando piolho no cara da direita. Nojinho de dread as vezes, viu…

01:17 - Pause!! Melhor cena do clipe! Roubar placa na rua é coisa de novato! O lance agora é chutar e dormir de conchinha.

01:21 – Reparem que está todo mundo rindo dele.

01:31 – O auge da sequência de chiliques é o loiro segurando e balançando a cerca (ele é muito bom).

02:25 – Figurante para de olhar pra câmera, porra. Esse cara deve ser brasileiro.

02:42 – Nesse momento você tem certeza: ela não é bonita.

03:00 – Alguém me explica essas risadas?

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No programa que levamos ao ar ontem semana passada um dia desses na rádio UFMG Educativa, apresentamos algumas bandas da região da Catalunha, na Espanha. Entre elas, Els Catarres, com a música “Jenifer”, que conta a história de um catalão nacionalista que se apaixona por uma mulher de outra região da Espanha. O sucesso de “Jenifer” rendeu uma série de outras versões, em especial “Montserrat”, da banda Los Chatarras.

Originalmente, a ideia era fazer uma comparação entre “Jenifer” e “Montserrat”, já que as músicas contam uma mais ou menos a mesma história, mas com a perspectiva se invertendo. Se uma é o catalão que se apaixona por alguém de fora, na outra é o madrilenho que se apaixona por uma catalã. Só que, na tradução de “Jenifer”, foram tantas as referências à cultura catalã contidas na letra, que sem uma explicação seria difícil de entender. Por isso, a letra de “Montserrat” fica para outro post.

E a quem interessar, o álbum Cançons 2011, do Els Catarres, está disponível para download gratuito no site da banda: elscatarres.com.

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