O rapper MC Solaar, de nome verdadeiro Claude M’Barali, nasceu em Dakar, capital do Senegal. Seus pais eram originários do Chade, e a família se mudou para a França quando o pequeno Claude tinha apenas oito meses de vida.

Mas não foi a França o ambiente decisivo na formação da carreira de MC Solaar. A idéia de seguir como rapper surgiu, na verdade, depois que ele passou alguns meses no Egito, em companhia do DJ Afrika Bambaataa.

As origens múltiplas de vida e de carreira de MC Solaar resultaram em um trabalho marcado pela complexidade, pelo lirismo e pela filosofia nas letras; as melodias são baseadas em ritmos de dança. A qualidade de seu trabalho o tornou reconhecido como um dos principais rappers em língua francesa da atualidade. A parceria com gravadoras britânicas e artistas americanos resultou em uma boa exposição nestes países.

MC Solaar também é político. São desde músicas que questionam o convulsivo sistema previdenciário da França até outras que combatem ativamente a pirataria, especialmente o download não-autorizado de canções pela internet. O ativismo do cantor o fez não só dedicar uma canção ao tema, versão de “La vie est belle” (também dele), como também pôr para circular na internet uma versão falsa de um de seus álbuns, que consistia apenas em alguns segundos de gravação de frases aleatórias.

Até o momento foram lançados sete álbuns de estúdio e um ao vivo. Desde o quinto álbum, os títulos fazem referência ao número do CD na coleção: Cinquième As (2001), Mach 6 (2003) e Chapitre 7 (2007). Recomendo as canções “RMI” e “Nouveau Western”, de letras repletas de significado político, mas prefiro a leveza de ritmo de “Obsolète”: