2004 definitivamente não foi um ano muito bom. Além do tsunami, do início da guerra do Iraque e outras amenidades do tipo, esse foi o ano em que Daler Mehndi sumiu do cenário musical mundial.

Depois de virar um fenômeno da internet com o clipe Tunak Tunak Tun, de 1998, Daler lançou ainda quatro cds que não chegaram aos pés dessa obra prima. No fatídico ano de 2004, Daler foi acusado de levar imigrantes ilegais para o Canadá, dizendo que eles eram músicos. Esse mal entendido foi logo resolvido, mas o Rei do Bhangra declarou que estava um pouco cansado e que iria dar um tempo.

Muitos pensaram que esse seria o fim da carreira de Daler Mehndi, mas todos se enganaram. Quando ele estava quase esquecido por todos, a notícia aparece: Raula pai Gaya (O Rei está de volta, 2007) chega de surpresa às lojas. E, consequentemente, aos ouvidos dos Invasores.

O disco segue a linha de Tunak Tunak Tun, é o bhangra em sua forma mais tradicional, mas mesclado a elementos eletrônicos. O primeiro minuto de “Namoh Namoh”, faixa que abre o cd, nos faz lembrar da introdução de Tunak Tunak Tun, mas as semelhanças param por aí.

O disco apresenta músicas com tanta fusão, que o som de Daler começa a perder um pouco da sua originalidade e começa a soar como outras bandas de bhangra moderno como o B21 ou Abrar Ul Haq. Os melhores exemplos disso estão nas faixas “Aaja Nach Le”, “Koi Dheere Dheere” e “Gora Gora”.

Apesar da fusão, a marca registrada de Daler Mehndi também está presente, a levada mais clássica do bhangra fica por conta de faixas como “Miss Call” e “Wanna Marry you”, que mesmo com título em inglês, são cantadas em punjabi. Para encerrar, deixo vocês com o mais novo clipe do cara que parece comigo, “Raula pai gaya”.