Na cena cultural bárbara, pouca coisa é tida como mais “na moda” do que o folclore e a mitologia nórdicos. O que tem de brasileiro(a) e hispano-americano(a) que lamenta não ter vivido na época dos vikings e das runas não está no gibi do Hagar. O fenômeno só se compara à subcultura dos Otaku, que o Vetrô muito propriamente tem mencionado e ainda virá a mencionar em várias mídias do Invasões Bárbaras. Os artistas escandinavos, que não têm nada que ver com modismos da pós-contemporaneidade, costumam produzir música que combina os arranjos folclóricos e a sonoridade do pop e que se torna sucesso de público e crítica. Isto é válido em especial em relação à Noruega. Durante a nossa pesquisa, encontramos músicos que se encaixariam nesse pop-folk… ou folk-pop, difícil fechar questão sobre o nome.

Kari Bremnes fez uma música que é a cara dos mineiros: “Togsang”, ou Canto do Trem. Só o ritmo da música, parelho com o da Maria-Fumaça, já faz valer a pena escutar. O clipe é uma viagem só:

Vamp é folk-rock cantado em bom dialeto. A música “Tir N’a Noir” (sem clipe) não foge a esta regra, mas tem seu título e tema vinculados às tradições celtas.

Christine Guldbrandsen teve seus 15 minutos de fama ao levar a dança dos elfos, “Alvedansen”, ao baranguíssimo concurso da Eurovisão. Muita gente torce o nariz, mas eu até que não tenho nada a reclamar da música, nem da cantora. Méritos para ela por cantar neste concurso em seu idioma natal e levar música folclórica ao invés de uma simples balada pop-água-com-açúcar que nem a maioria.

E, por fim, postarei a foto de um cavalo fjord, pois não estava agüentando mais pesquisar fotos de fjords e topar com este maldito cavalo do topete loiro.