Presidente da EMI mexicana e dono da maior coleção discos de vinil das Américas – mais de 45 mil – Camilo Lara não precisou de nada mais que seu acervo e sua imaginação para criar o Instituto Mexicano del Sonido. Fazendo mais do que simplemente mixar a música popular do México a batidas eletrônicas, a arte do IMS consiste na originalidade das colagens, que reúnem vários samplers numa só música, tornando-a dançante, bem humorada e nada repetitiva.

Com a colaboração do também produtor musical Oliver Castro o primeiro disco, Méjico Máxico, foi lançado em 2006 e foi muito bem recebido, tendo inclusive sido indicado pela crítica como um dos fundadores da música eletrônica mexicana. Piñata, de 2007, manteve a boa reputação do Instituto, e teve muitas de suas músicas veiculadas em jogos e seriados de tevê.

Seu disco mais recente, Soy Sauce, de 2009, mantém a linha eletromexicana e adiciona guitarras e vocais falados, provavelmente do próprio Lara. No mesmo ano, se apresentou para 15 mil pessoas no Coachella e iniciou uma grande turnê pela América Latina e Europa. Pra quem se pergunta como Camilo tem tempo pra tudo isso, ele responde: “Não tenho namorada. Tenho meus discos”.