María Daniela Azpiazu e Emilio Acevedo são dois amigos muito bem humorados que resolveram expressar toda sua alegria e diversão em forma de música. Com o lema de viver a vida intensamente e não levá-la tão a sério, as canções da dupla se tornaram rapidamente sensação entre os jovens mexicanos que curtem a noite das danceterias embalados pelo ritmo eletropop.

Tudo começou como uma brincadeira quando Emilio, em 2001, envolvido em projetos eletrônicos com o grupo Sonido Lasser Drakar, convidou María Daniela a se juntar a ele. A partir daí os dois passaram a se apresentar como María Daniela y su Sonido Lasser, e o que antes era só diversão virou trabalho sério.

Após conquistarem espaço na cena underground mexicana, a dupla passou a fazer parte do Nuevos Ricos, um selo independente que, sob o lema “in gold we trust”, produz diversos artistas latino-americanos com uma proposta musical irreverente, irônica e debochada. E, por se encaixar perfeitamente nesse perfil, María Daniela se tornou uma das cantoras mais conhecidas deste selo.

Quem é o cara de bigode?

Isso mesmo, María Daniela! Isso porque no grupo é ela quem canta e, consequentemente, ganha mais visibilidade, enquanto Emilio é responsável pela batida eletrônica das músicas, fica escondido no fundo do palco e quase não aparece nos vídeos.

Talvez seja por isso que, no meio de uma entrevista para o Starmedia, um dos principais portais de notícias latino-americanos, a repórter perguntou àquele sujeito de bigode (o que parece ser um adereço obrigatório aos Nuevos Ricos) sentado ao lado da cantora que dá nome à banda como ele se chamava.

Gafes jornalísticas à parte, a dupla tem amplo reconhecimento no México, impulsionado pela canção “Miedo”, hit do primeiro disco do grupo, lançado em 2005. A identificação da banda com o mundo das danceterias levou-os a ser tema de abertura do reality show El Bar Provoca, que foi ao ar pela primeira vez em 2006 e mostrava durante 24 horas 13 pessoas tentando administrar uma boate.

E o sucesso de María Daniela y su Sonido Lasser só tende a crescer, não só no México como também nos Estados Unidos, onde já têm uma grande quantidade de fãs; resultado, sobretudo, da legião de imigrantes latinos residentes no país.

E foi na terra do Tio Sam que o segundo disco, Juventud en Éxtasis (2007), teve seu foco na divulgação através de turnês, além, é claro, do México. Apesar da relação próxima com a América do Norte, os músicos afirmam que não pretendem cantar em inglês, mas sim continuar levando o contagiante e animado espírito latino onde quer que se apresentem.

Falando em Juventud en Éxtasis. O último álbum da dupla terá sua resenha postada aqui no blog, na semana que vem. Por enquanto, vocês ficam com “Miedo”, o sucesso do primeiro disco do grupo. O clipe tem aquele lado meio sujo, bem alternativo. Um tanto tosco. Mas, pra quem ainda não percebeu, a idéia é não levar eles muito a sério mesmo.