Quando eu falo que a Estônia tem os músicos mais doidos, não é nenhum exagero. Que o digam os caras desta banda aí em cima, a Genialistid. Tive a curiosidade de ouvir um CD deles, na íntegra, e eles fizeram o favor de gravar dez versões da mesma música, cada uma com título e letra diferentes. Só pode ser alguma música tradicional que eles reaproveitaram.

Genialistid é uma banda de rock alternativo que lançou seis álbuns, e aparentemente parou de se apresentar no ano passado. Apesar dessa frustração de termos que ouvir dez faixas iguais num CD deles, a proposta da banda é bem interessante e criativa. O destaque fica por conta da canção “Anna Mulle End” – este Anna não tem nada a ver com nome de mulher, a tradução da frase é “dê para-mim isto”. A música já tem a maior cara de hit em festas de rock, nós a tocamos algumas vezes e a repercussão foi boa. Os versos são todos estruturados com a expressão “anna mulle end”, e é possível, mesmo sem saber estoniano, ouvir várias referências à cultura pop mundial. Já temos a letra traduzida, e em breve a postamos aqui.

Outras canções da banda que valem ser mencionadas são “Täna ma ei skoori”, “Helena Wanje” – que tem a maior cara de reggae e de versão, também – e a tal da canção regravada dez vezes no mesmo CD. Eu gosto da encarnação dela que se chama “Leekiv Armastus” (aparentemente quer dizer “amor aceso”, “amor ardente” – “armastus” é amor), um dueto com Lea Liitmaa, da bela banda de pop Blacky, que era formada somente por mulheres estonianas – as mais gatas, claro. Esta música foi trilha sonora do filme Vanad ja Kobedad saavad jalad alla, de 2003. O clipe, que a gente confere abaixo, foi baseado em cenas do filme. Nenhum dos dois cantores é cego, isso é só estilo mesmo.