O mercado fonográfico cria rótulos para posicionar seus produtos de forma mais atraente nas prateleiras do capitalismo mundial. Nesse contexto a classificação Latin Alternative (alternativa latina) nos fornece um bom exemplo. Cunhada por executivos de gravadoras mexicanas no fim da década de 90 a expressão carregava a intenção de buscar um distanciamento dos cantores latinos que lideravam as paradas norte-americanas: Ricky Martin e Shakira.

Na prática, fica difícil encontrar pontos comuns entre os artistas que recebem este rótulo e a música que eles fazem na maioria das vezes não tem nada de alternativa. A salada é imensa e vai desde o hip hop do Cartel de Santa, ao rock escrachado do Molotov, passando por Café Tacuba, Julieta Venegas, Plastilina Mosh e outras bandas e cantores que tem pouca coisa em comum, além do fato de falarem a mesma língua.

Com as conferências realizadas nos Estados Unidos e o grande número de imigrantes e pessoas de origem latina no país, certas bandas começam a ter seus nomes mais conhecidos e seus discos mais vendidos. A conferência anual acontece sempre em New York e caminha para a sétima edição.

This is latin and alternative music, baby!!