Das periferias de Angola surge o kuduro. Um ritmo que nasceu e ganhou bastante força na década de 90. O kuduro tem características do ragga, do hip hop e ainda de alguns gêneros musicais angolanos. Assim como no rap, os vocais são falados e utilizam rimas. Já o ritmo é bastante dançante e é comum encontrarmos adição de elementos eletrônicos nas músicas.

O kuduro também passou a se tornar popular em Portugal nos últimos anos. Levado por imigrantes angolanos, o ritmo começa a ganhar seu espaço, embora um pouco diferente do original.

Em Angola, o kuduro motiva discussões que geram certa polêmica. Muitos acusam os kuduristas de utilizar palavras obscenas e agressivas em suas letras, assim como de protagonizar episódios marcados por violência.

Mas, na prática, o kuduro representa a voz de grande parte da juventude angolana, a voz das periferias, a voz de uma realidade marcada por problemas sociais, bem conhecidos também pelos brasileiros.

O nome é inspirado no movimento realizado principalmente pelas mulheres ao dançar o kuduro. Kuduro então seria “cu duro”, ou para ser mais preciso, “bunda dura”. Não por acaso, o ritmo e as danças sensuais lembram bastante o funk carioca.

Até a próxima…