Um grande fim de semana dedicado ao rock en español na Cidade do México. Esse foi o resultado do festival Vive Latino ’11, realizado de 8 a 10 de abril, em sua décima segunda edição. Ao todo, mais de 90 bandas se apresentaram durante 3 dias de muito calor no Foro Sol, espaço dedicado a grandes shows e partidas de beisebol, que por sua vez fica dentro do Autódromo Hermanos Rodriguez (se lembram da corrida entre Jaime e Cirilo em Carrossel?).

Mas enfim… O Invasões Bárbaras (não) esteve lá e conferiu o festival. E pode isso? A 7500 km de distância? Graças às maravilhas da internet, a barreira geográfica não foi um empecilho. Claro que não temos nenhuma entrevista pra mostrar com os vários artistas que passaram pelos 2 palcos e 2 tendas, alguns inclusive presenças de longa data no nosso programa. Tampouco temos fotos e vídeos exclusivos do evento, nem fomos depois pegar uma praia em Cancún ou Acapulco, mas é isso o que acontece quando se tem sérias restrições orçamentárias para cobertura de eventos.

Se você acompanha o Invasões no Twitter ou no Facebook, deve ter notado a invasão que ocorreu na sua timeline por ocasião do Vive Latino.  Mesmo à distância, foi possível sentir muito do clima do festival, mesmo que a experiência não seja mesma de estar lá pessoalmente. Mais importante, foi uma oportunidade inestimável de conhecer o som de vários artistas bárbaros (e mesmo alguns do império) até então desconhecidos por estes cantos.

E agora, terminada a edição deste ano, começamos uma série de 3 posts contando as nossas impressões do festival. No post de hoje, falamos sobre o que rolou na sexta-feira, primeiro dia de Vive Latino ’11.

O que rolou na sexta-feira foi que ninguém viu absolutamente nada do festival. Fomos tapados o bastante pra só tomar conhecimento dele no sábado, algumas horas antes de começar os shows daquele dia. Mas, por um mínimo de coerência, vamos deixar alguns vídeos das apresentações que julgamos ser as mais relevantes e/ou interessantes.

Cero Absoluto

Esta banda da capital mexicana foi a primeira a se apresentar no Vive Latino ’11, na tenda vermelha.

Los de Abajo

A segunda banda a se apresentar no palco principal foi o Los de Abajo, também da Cidade do México e deu início ao que seria uma tarde cheia de ska.

Tokyo Ska Paradise Orchestra

Logo na sequência, vieram os japoneses do Tokyo Ska Paradise Orchestra trazendo mais ska, banda que já tem carteirinha de sócio do Invasões.

Fobia

A banda que se seguiu ao “Skapara”, Fobia, foi a primeira de um grupo que se mostrou bem grandinho nessa edição do Vive Latino: a de bandas que voltaram à ativa depois de um longo hiato. No caso do Fobia, eles ficaram parados de 1997 a 2003, mas houveram aquelas que escolheram o festival para retornar às atividades.

Bomba Estereo

A Colômbia esteve representada no palco Indio com o Bomba Estereo, grupo que faz uma mistura entre a cumbia e o electro.

Charly García

Hoje em dia, se o Kid Vinil entrasse no palco no lugar de Charly, usando um sombrero, acho que ninguém iria notar a diferença. A não ser, é claro, quando começasse a cantar.

Nortec Collective presents: Bostich & Fussible

Apesar do nome com pinta de gringo, o grupo que fechou o primeiro dia de shows é de Tijuana e faz um som que mistura o eletrônico com o norteño, gênero local. Já até falamos do Nortec Collective aqui no blog, mas para o Vive Latino a banda mandou apenas parte dos integrantes.

A próxima parte desta série sobre o Vive Latino ’11 trará os comentários sobre as bandas que se apresentaram no sábado, segundo dia de festival.