Tudo começou com a idéia de fazer um programa sobre músicas japonesas. É, bem limitado, um país só. Uma banda por programa, um programa por semana. Eu ia fazer sozinho e a idéia foi bem recebida na Rádio UFMG Educativa. Mas aí, veio uma idéia do diretor da rádio, Elias Santos: “E se você aumentasse o espectro e fizesse sobre outros países do mundo?”. Eu achei a idéia ótima, mas não ia dar conta de fazer sozinho. Já desistindo da idéia, comentei com Tiago Capixaba, que disse: “Cara, eu e o Hidson tínhamos uma idéia parecida, porque a gente não junta?”. Aí estava, um novo ânimo, mas esse ânimo era só para fazer um projeto experimental, nada de pílulas diárias de 7 a 10 minutos de duração… A gente só queria formar.

A idéia definitiva e perfeita veio onde todas as idéias definitivas e perfeitas vêm, numa mesa de bar. Chamamos Igor Costoli para se reunir conosco para ver se ele também queria formar com essa idéia, que na época, parecia ser muito fácil de executar. Ele topou na hora.

Algumas cervejas depois, todos vão para casa. E numa casual conversa de msn, Tiago Capixaba solta a máxima: “Cara, e se o programa chamasse Invasões Bárbaras?”

Eu achei o nome muito bom, mas respondi: “Ah nem, vai parecer aquele filme…”. E ele “Não. Nem vi esse filme. Tô falando dos bárbaros romanos e tal. Que não falavam a língua do império.”

E eu disse “Ah, tudo bem, mas acho que tem que ter um sobrenome (ou como alguns jornais mineiros gostam de falar, um epíteto), que tal: ‘Músicas para derrubar o império’?”

E assim nasceu o Invasões Bárbaras. Quatro meses depois, estávamos entrando no ar, num dia dos namorados, como hoje, todos os dias, às 15:15, com reprise 00:30.