Depois da participação de Tiago Capixaba na abertura da Mostra de Cinema Nigeriano, os trabalhos invasores no FAN se intensificaram. Nesta terça-feira, a nossa equipe participou de várias atividades que integram o Festival de Arte Negra e até nos esbarramos por acaso, no espaço Ojá, montado na Casa do Conde, no centro de Belo Horizonte.

Esta é a quarta edição do festival e a cada realização uma temática diferente é escolhida. Neste ano, a abordagem não poderia ser melhor para o Invasões. Explica Rui Moreira, um dos curadores do FAN:

“Nós fizemos a escolha de olhar diretamente para a África e como o continente é bastante vasto, resolvemos olhar para acima da linha do Equador. Encontramos um movimento intenso que nos chamou bastante a atenção na parte oeste da África… Senegal, Mali, Burundi. E então convidamos artistas, músicos, bailarinos, trouxemos fotos. E nós, nesse movimento, acabamos fazendo uma ponte direta com a África, aqui no Brasil, através desse festival.”

Na programação estão previstos shows, debates sobre a importância da cultura afro no Brasil e exposições interessantes como é o caso de “Olhares cruzados” que visitamos nesta terça. Ela está montada no Centro Cultural da UFMG e traz imagens e objetos de arte produzidos por crianças de Angola, Brasil, Congo, Moçambique, Haiti e Senegal.

Durante essa semana, a equipe do Invasões ainda vai falar muito sobre outras atrações do festival. Amanhã, Juliana Deodoro escreve sobre a roda de conversa: “África e Brasil – Memória e Futuro”, que aconteceu na noite desta terça. Fique por dentro da programação do FAN e não perca a cobertura do Invasões Bárbaras, que segue firme e forte até domingo (25/11), último dia do festival. Abraços!

Fotos: Juliana Deodoro
Texto: Vetrô Gomes
Edição: Tiago Capixaba